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O que é essa tal "pecuária 4.0" ?

Carla Tuccilio

Quando falamos em Pecuária 4.0 estamos falando de uso de tecnologias, de inovações, como forma de prosperar a Pecuária Brasileira. Caminho este que se faz absolutamente essencial para que o setor acompanhe a evolução dos tempos...

O uso de tecnologia se faz necessário, a inovação se faz necessária, não somente para alavancar a produção e garantir a rentabilidade, mas também para podermos nos posicionar mundialmente como um País que alimenta o mundo com responsabilidade e segurança.

Há tempos atrás algumas tecnologias hoje amplamente utilizadas causaram receios no setor, assim a história vai se repetindo, estamos agora num momento decisivo onde teremos que deixar as amarras dos sistemas de produção tradicional de lado, optando pela transformação e a Pecuária 4.0 está aí para isso, para transformar, inovar, fortalecer e fazer despontar cada vez mais a nossa Pecuária Brasileira como exemplo de boas práticas para o mundo!!

Carla Tuccilio iniciou sua carreira em eventos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em seguida passou a comandar as feiras de agronegócio do grupo Agrocentro no Centro de Exposições Imigrantes. Em sua trajetória no agronegócio destacam-se projetos de sua criação como o Circuito InterCorte, Caminho do Boi, Caminho da Carne, Dia do Produtor, Beef Week e a campanha #somosdacarne. Hoje está a frente de sua empresa realizando projetos especiais ligados ao agronegócio brasileiro.

Warwick Manfrinato

Os conceitos de uma agropecuária moderna vem sendo aprimorados por décadas. São realmente muitas etapas cumpridas, fases diferentes, e o Brasil veio se aprimorando. Nosso país tem tradição de pecuária e hora lentamente, hora rápido, vem reagindo a movimentos estruturados que requisitaram do pecuarista cada vez mais atenção. Fazer parte de um movimento está cada vez mais necessário, pois o setor da produção da proteína animal, bovina ou não, está cada vez mais competitivo e requer muitos cuidados. O consumidor passou, nessa ultima década a ter um papel mais preponderante junto aos grandes comercializadores da carne, desde os frigoríficos, supermercados, mas também os varejistas como os grandes conglomerados de fast-food. Dessa forma, aquela atitude do pecuarista de antigamente, que tocava sua fazenda de sua varanda, definitivamente acabou. Ou presta atenção e suja a bota, ou rapidamente se dá conta que o olhar do dono nem sempre engorda o rebanho.

Por outro lado, as questões ambiental e social tornaram-se fatores imprescindíveis na atenção do pecuarista. Desde sua mesa de café da manhã, pecuaristas são frequentemente interpelados por sua próxima geração informada, e muitas vezes mal instruídas, que a atividade da família é degradadora. Se os pais não estiverem certos de suas práticas, as dificuldades se iniciam muito antes de chegarem à mesa do escritório. O diesel da caminhonete ou dos tratores tem que ser S10, o pasto precisa de tecnologia de adubação, mas as emissões começam ali com o N2O e chegam ao CH4 da ruminação, não importa como se chame isso. Essas siglas e símbolos certamente não fizeram parte da vida dos pais e avós dos pecuaristas da geração atual. Produtividade passou a ser uma medida interna e não comparativa ao boi do vizinho, compreendida no cafezinho do fim da tarde na venda do Sr. Antônio. Hoje, o pecuarista sabe que se a performance da carcaça não atingir o desejado, sua cota Hilton vai pela janela e a Argentina e Uruguai mais uma vez ficarão com os louros do grande volume da América Latina. No easy task, if you know what I mean. Pecuarista atual tem que estar plugado, no “core of network”, e com o sistema operacional baseado no blockchain, reduzindo custos, melhorando eficiência, esclarecendo o próximo passo para manter o nível da produtividade, atento ao próximo desfrute. Do contrário, vai ser presa fácil para o mercado fazer um “take-over” da sua operação e a sua botina vai ser a última a habitar a fazenda. Seus filhos irão morar na cidade e desfrutar da vida cosmopolita, mas gado não verão.

Nesse afã de manter-se na liderança, é necessário plataforma. A liderança nem é necessariamente uma competição com outros produtores, muitas vezes é conseguir melhoria dos seus próximos índices. Saber onde se quer chegar pelo olhar da própria produção e quando tem que melhorar e quando consegue aprimorar. A pecuária passou a ser uma atividade tecnológica e por isso mesmo parametrizada, ordenada e atingindo qualidade jamais assegurada por gerações anteriores. Da genética ao alimento, dos implementos ao software, o pecuarista precisa compor um grande arsenal de armas e ferramental que pouco discutiu com seu pai ou antepassado. O brete agora é eletrônico e ligado na nuvem. Não na nuvem que chove, mas na nuvem eletrônica digital. E para que sua atenção não seja distraída, acaba por acompanhar as compras com sua esposa e comer o hambúrguer com os filhos e por fim passa no açougue do supermercado e avalia o que está chegando às mãos do consumidor, em suas diferentes dimensões. Seu tino comercial agora paira sobre uma plataforma complexa, rica de dados, cheia de luzes e leds coloridos, pixels de imagens oriundas a milhares de quilômetros acima, produzidas em “real time” por engenhocas circulantes ao redor desse planeta que pouco mudou. A não ser em tudo! Mas do que falávamos mesmo? Uma pecuária 4 ponto Zero? Ah sim, mas disso eu não sei do que se trata!

Pedro Chamochumbi

Na era da revolução 4.0, sabemos que as inovações tecnológicas cada vez mais acessíveis e integradas podem revolucionar os sistemas produtivos tradicionais, gerando resultados exponenciais, associando à alta performance ao lucro e à sustentabilidade. E na pecuária não é diferente!

Para manter-se competitiva e responder as novas tendências de mercado e hábitos de consumo alimentar, a “Nova Pecuária” deve basear-se principalmente em uma nova cultura, a cultura de dados. Pois só se gerencia aquilo que se mede! 

A agropecuária é uma atividade de capital intensivo, um setor em forte crescimento, apresentando crescente emprego de tecnologia. Na América Latina, há mais de 300 milhões de bovinos, gerando aproximadamente 2 milhões de empregos dentro da porteira. O Brasil exporta mais de U$6 bilhões para 136 países e se vê diante do desafio de promover a pecuária sustentável.  

Na era da revolução 4.0, sabemos que as inovações tecnológicas cada vez mais acessíveis e integradas podem revolucionar os sistemas produtivos tradicionais, gerando resultados exponenciais, associando à alta performance ao lucro e à sustentabilidade. E na pecuária não é diferente!

A pecuária 4.0 fundamenta-se em dados para promover a melhor tomada de decisões e gerar resultados exponenciais, combinando Tecnologias financeiras (FinTechs); Biotecnologia (BioTech); Internet das coisas (IOT); Inteligência Artificial; Big Data; Analytics; Machine Learning; BlockChain; Robotics. Soluções que impulsionam o movimento de surgimento das AgTechs e FoodTechs. 

A adoção crescente e massiva destas tecnologias em todas cadeias da pecuária favorecerá diretamente a tomada de decisão. Refletindo assim na fixação do homem no campo e exercendo papel fundamental nos processos de sucessão familiar. Aspectos que influenciam diretamente na segurança alimentar global.   

Estruturado como associação internacional privada sem fins lucrativos dedicada à pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo nas verticais da agropecuária de precisão, o AnimalsHub atua em modelo de Plataforma de Inovação Aberta na perspectiva de impulsionar startups e codesenvolver inovações com universidades, institutos de pesquisa, pecuaristas, corporações, investidores e ecossistemas globais.

A missão do AnimalsHub é desenvolver um ecossistema de startups e empreendedores altamente inovadores que codesenvolvam com a @Tech, gerando novos valores para a agropecuária global. 

Acreditamos na integração entre pecuaristas, empreendedores e cientistas para criar a principal plataforma de inovação aberta da pecuária 4.0 do mundo, integrando startups, produtos, serviços, tecnologias e antecipando tendências para uma pecuária mais eficiente. 

Onde estamos: O AnimalsHub está sediado em Piracicaba-SP, o epicentro das AgTechs e FoodTechs em um dos exponenciais polos tecnológicos e ecossistemas de inovação da América Latina, o Vale do Piracicaba que se conecta à centenária e respeitada ESALQ/USP.

Com cerca de 450 mil habitantes a cidade de Piracicaba é um importante polo de desenvolvimento do interior do estado de São Paulo, uma cidade historicamente reconhecida por seu perfil progressista, força industrial e excelência acadêmica.

De acesso ágil a outros polos de desenvolvimento e empreendedorismo paulista, com 3 distritos industriais que abrigam mais de 200 plantas fabris, a presença de importantes multinacionais, Parque Tecnológico e arranjo produtivo local do álcool consolidados, 14 Instituições de Ensino Superior, 200 grupos de pesquisa e extensão universitária,  muitos de renome internacional, atualmente Piracicaba aparece como uma das melhores cidades do país em diversos rankings como Segurança, Qualidade de Vida e Cidades Inteligentes. Um ambiente ideal para viver e fazer negócios.

No contexto do ecossistema do Vale do Piracicaba, o AnimalsHub é um ambiente de inovação que oferece infraestrutura e inteligência para impulsionar o ecossistema de startups de alto impacto. Onde a principal característica é o fato de ter sido concebido de startup para startup.

Assim, o AnimalsHub reforça o papel irrevogável do Brasil como protagonista no desafio de criar soluções inteligentes para alimentar um planeta que em breve terá 9 bilhões de habitantes. Sabemos que mais do que alimentar o planeta, precisamos difundir métodos produtivos mais eficientes e sustentáveis. Precisamos produzir mais com menos e para isso não existe milagre, a adoção de tecnologia no campo é a chave.